sexta-feira, 18 de abril de 2014

A EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA


"A moderna educação universitária praticamente prepara uma pessoa para adquirir uma mentalidade canina com a qual aceite o serviço de um amo superior. Depois de concluir uma má chamada educação, as supostas pessoas educadas vão, tais quais cachorros, de porta em porta, preenchendo solicitações de emprego e, na maioria dos casos, são postas para fora depois de informadas que não há vagas. Assim como os cachorros são animais que servem a seus amos por migalhas de pão, o homem serve fielmente a um amo sem receber recompensas suficientes."
                                                                  A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

quinta-feira, 17 de abril de 2014

EDUCADORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DO PARANÁ INICIAM GREVE A PARTIR DO DIA 23 DE ABRIL

Entenda porque os(as) educadores(as) estarão em greve por tempo indeterminado e quais são suas principais reivindicações
Esgotadas as tentativas dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola em garantir seus direitos, não restou outro caminho a não ser a greve geral por tempo indeterminado. Foram mobilizações, negociações, campanhas. Foram meses de paciência, na esperança de efetivar direitos garantidos por lei, mas, ainda assim, ignorados pelo governo estadual. Enquanto isso, os(as) educadores(as) continuam adoecendo nas escolas, com cada vez mais professores(as) cansados e desanimados em sala de aula. Além de adoecidos, faltam funcionários(as) nas
unidades. Há evasão de alunos, violência, enfim, um quadro desanimador. E a categoria cansou.

A grande maioria presente na última assembleia estadual da APP-Sindicato (no dia 29 de março) decidiu, em votação democrática, pela intensificação do calendário de mobilizações nos meses de abril e maio. E pela greve geral em todas as escolas públicas estaduais por tempo indeterminado. “Temos que começar uma greve forte, com unidade da categoria. Cada regional terá um local de concentração. Em Curitiba, o acampamento estadual inicia a partir do dia 23 de abril. E assim permaneceremos até que o governo apresente uma proposta efetiva sobre os pontos centrais da pauta”, ressalta a presidenta da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho.

No dia 29, uma grande marcha, em Curitiba, reunirá representações de todo o Estado (além dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Além disso, a assembleia aprovou um calendário de continuidade da campanha ‘Hora-atividade pra Valer!’. Já foram realizados dois dias do calendário retirado, 4 e 10 de abril. Agora, a categoria continua com a campanha nos dias 16 e 22 de abril. Nestas datas, a categoria deve utilizar o tempo para organizar a greve nas escolas.

Recepções ao governador – A assembleia também definiu intensificar as recepções ao governador em todo o estado do Paraná. Em solenidades que o governador se encontrar, a categoria irá demonstrar sua insatisfação com o desrespeito aos compromissos assumidos e não cumpridos. O comitê ou comando de greve é um espaço importante para a organização das atividades que ocorrerão durante a paralisação, servirá para potencializar a adesão do conjunto ao movimento. Durante a greve, os(as) educadores intensificarão a luta por 13 itens considerados centrais (e que constam da pauta de 50 itens da categoria). Confira:

1. 33% de hora-atividade - Nossa reivindicação histórica para a hora-atividade é de 50%. Queremos sua ampliação imediata para 33% e assim progressivamente. A hora-atividade tem que ser aplicada conforme a Lei 11.738/2008 (PSPN) a todos(as) os(as) professores(as) da rede, obedecendo a regulamentação da carreira de hora-aula de 50 minutos.

2.  Piso Nacional - Este ano, foi anunciado, pelo Ministério da Educação (MEC), o índice de 8,32% de reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A APP defende, porém, que o índice a ser aplicado seja o de 10,6%, defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

3. Reajuste dos(as) funcionários(as) - Queremos que o reajuste nos salários dos funcionários(as) de escola este ano seja conforme o índice do Piso Regional de 7,34%.

4. Pagamento de avanços em atraso - O governo deve mais de R$ 100 milhões aos(às) professores(as) e funcionários(as) em promoções e progressões, em atraso há um ano e meio. Neste valor estão incluídos os atrasados do PDE.

5. Concurso público - A APP reivindica a realização de novos concursos públicos para professores(as) e funcionários(as). O objetivo é que seja suprida a necessidade real da rede e que sejam realizados por universidades públicas.

6. Novo modelo de atendimento à saúde -  O atual Serviço de Atendimento à Saúde (SAS) não atende às necessidades dos(as) servidores(as) públicos. É necessário avançar nas propostas construídas no debate entre o Fórum dos Servidores e o Departamento de Assistência à Saúde – DAS. É preciso garantir ainda a descentralizado e ampla cobertura de especialistas.

7. Cargo de 40 horas - Garantir a imediata realização de novas etapas, que inclua a Educação Profissional e Especial. Também, é necessário avançar no debate para aperfeiçoamento da proposta, tornando o decreto que regula a dobra em lei.

8. Alteração dos contratos PSS - Para conferir aos trabalhadores deste regime direitos trabalhistas, recebimento pela titulação, atendimento à saúde, participação em cursos de formação e contagem do tempo de serviço para efeito de avanço na carreira quando vier a ocupar cargo efetivo.

9.  Enquadramento dos(as) aposentados(as) - Há anos a APP luta pelo enquadramento no Nível II da carreira conforme várias decisões judiciais. São os(as) educadores(as) que ao se aposentarem estavam no último nível da carreira. Novos níveis foram criados e estes ficaram estagnados, sendo enquadrados no nível I.

10. Porte de Escolas -
 É necessário que o atual Porte de Escolas, já apresentado pela Secretaria de Educação, seja revisto e melhorado. A nova regulamentação precisa atender efetivamente a demanda existente levando em consideração outros elementos que não só o número de alunos(as).

11. Hora-aula e hora-atividade para a educação especial -
 Apesar de a hora-aula (50 minutos) ser a realidade hoje para o cálculo da jornada dos professores da rede, nas escolas de educação especial, que funcionam via convênio com a Secretaria de Estado da Educação, ainda vige a hora-relógio. Lutamos para superar esta distorção e para garantir que todos(as) os(as) professores(as) que atuam na Educação Especial tenham direito ao mesmo percentual de hora-atividade dos demais educadores(as) da rede.

12. Infraestrutura adequada nas escolas -
 Há escolas, nas diversas regiões do Estado, que sofrem com a falta de infraestrutura, com instalações velhas, perigosas ou insuficientes. Garantir reformas e ampliações que atendam as demandas das escolas e que sejam considerados critérios pedagógicos e ambientais nas edificações escolares. Assegurar a climatização dos espaços da escola.

13. Pelo fim do desmonte pedagógico -
 A escola que queremos reafirma constantemente a educação como instrumento de formação ampla, de preparação das pessoas para a responsabilidade de construir coletivamente uma sociedade justa e igualitária. Na contramão da construção desta escola, o que vemos são políticas educacionais que investem em um discurso crescente de responsabilização da comunidade escolar, com foco especial na culpabilização do professor e na retirada de responsabilidade do Estado. A APP manifesta sua indignação ao desmonte pedagógico que vem acontecendo através da fragmentação das políticas educacionais aplicadas nesta lógica.
Fonte: APP Sindicato

AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA

Sergio Bucco - Museu do Olho - Curitiba - 19/03/14.

Obviamente que será...
Será um dia de esperança!
De luta e vitória...
Sobre as vicissitudes da Vida!
De diálogo, entendimento...
E compreensão!
Dia de superação...
De respeito...
Cuidado...

sábado, 29 de março de 2014

DITADURA MILITAR NO BRASIL 1º DE ABRIL DE 1964


Período: de 01 de abril de 1964 (Golpe Militar que derrubou João Goulart) a 15 de janeiro de 1985 (eleição de Tancredo Neves).

Fatores que influenciaram (contexto histórico antes do Golpe):
- Instabilidade política durante o governo de João Goulart;- Ocorrências de greves e manifestações políticas e sociais;
- Alto custo de vida enfrentado pela população;
- Promessa de João Goulart em fazer a Reforma de Base (mudanças radicais na agricultura, economia e educação);
- Medo da classe média de que o socialismo fosse implantado no Brasil;
- Apoio da Igreja Católica, setores conservadores, classe média e até dos Estados Unidos aos militares brasileiros;

Principais características do regime militar no Brasil:
- Cassação de direitos políticos de opositores;
- Repressão aos movimentos sociais e manifestações de oposição;
- Censura aos meios de comunicação;- Censura aos artistas (músicos, atores, artistas plásticos);
- Aproximação dos Estados Unidos;- Controle dos sindicatos;
- Implantação do bipartidarismo: ARENA (governo) e MDB (oposição controlada);
- Enfrentamento militar dos movimentos de guerrilha contrários ao regime militar;
- Uso de métodos violentos, inclusive tortura, contra os opositores ao regime;
- “Milagre econômico”: forte crescimento da economia (entre 1969 a 1973) com altos investimentos em infraestrutura. Aumento da dívida externa.

Abertura Política e transição para a democracia:
- Teve início no governo Ernesto Geisel e continuou no de Figueiredo;
- Abertura lenda, gradual e segura, conforme prometido por Geisel;
- Significativa vitória do MDB nas eleições parlamentares de 1974;
- Fim do AI-5 e restauração do habeas-corpus em 1978;- Em 1979 volta o sistema pluripartidário;
- Em 1984 ocorreu o Movimento das “Diretas Já”. Porém, a eleição ocorre de forma indireta com a eleição de Tancredo Neves.

Presidentes do período militar no Brasil:
CASTELO BRANCO (1964-1967)
COSTA E SILVA (1967-1969)
JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
MEDICI (1969-1974)
GEISEL (1974-1979)

FIGUEIREDO (1979-1985)

CANDÓI EM 13 MESES DE ADMINISTRAÇÃO PETISTA


"Em 20 anos de governo no Candói, foram implantadas no município 12 patrulhas agrícolas. Mm apenas 13 meses de governo estamos conquistando 10 patrulhas agrícolas. Simplesmente, quase que dobrando a quantidade. Serão 20 comunidades beneficiadas com 10 tratores traçados, 75 cv, e 53 equipamentos. Isso significa geração de emprego e renda no campo com mais produtividade e menos custo de produção. Um grande abraço e um agradecimento especial ao Vice - Prefeito Jeferson Morandi, que tem contribuído exaustivamente neste governo! Trabalho com humildade faz a diferença!" (Prefeito Gelson Costa)¹

“Muito bem destacada a Ação desta Administração Municipal! Um Governo Popular tem outra cara e outros tantos de Compromisso! Não tenho nenhum motivo para fazer “rasgação de seda” aqui, apenas manifesto o contentamento de ver PT-PRB no esforço de fazer o melhor Governo da História de Candói! Por outro lado  não ignoramos o fato de haverem setores (áreas) da Administração que têm gargalos que precisam ser superados ou melhorados" (Sergio Bucco).
______________________
¹ Página da Prefeitura Munic. de Candói no Facebook.

quinta-feira, 27 de março de 2014

EDUCAÇÃO DO CAMPO - FUNDAMENTOS, PRINCÍPIOS E METODOLOGIAS

No dia de hoje, a convite do Colégio Estadual de Cavaco (Munic. de Canta Galo/PR), estivemos desenvolvendo uma fala, um diálogo, uma troca de ideias e experiências com Educadoras/es sobre Educação do Campo. Toda a Equipe Pedagógica daquela escola tinha um encontro durante o dia. E na condição de "palestrante" ocupamos mais de meio dia em atividades.

Ao se apresentar o Fábio dos Santos (Quilombola da Comunidade de Barreiro/Candói), Acadêmico da UTFPR (de Dois Vizinhos/PR) do Curso de Graduação em Educação do Campo, deu o tom de nossa discussão, de forma muito real, narrando as dificuldades para sair do campo e ingressar na Academia fazer um curso superior. Educadoras/es ficaram edificados pelo fato de um ex educando seu retornar à antiga Escola (no caso o Colégio Olavo Bilac de Canta Galo, onde teve lugar o evento).

Por seu turno, a Equipe de Educadores do Colégio de Cavaco, uma turma multidisciplinar, se mostrou totalmente interessada, com uma disposição muito especial a fim de se equipar, se aparelhar, se preparar mais para desenvolver um Trabalho contextualizado e com respeito à identidade da Comunidade do Distrito do Cavaco, onde eleas/es atuam. Com o sonho e a realidade de um Trabalho de Ensino-Estudo-Aprendizagem que proporcione aos sujeitos do campo a Emancipação, com respeito às suas pecualiridades e demandas, com possibilidades reais de desenvolvimento sustentável.

Gostaria de lembrar que este foi um destes acontecimento promovido através do Facebook, quando a Pedagoga Roseclea Dambrovski (hoje nossa amiga), depois de analisar meu perfil na rede, achou por bem me convidar para Trabalhar com seus colegas de Educação. E assim foi...















quarta-feira, 26 de março de 2014

MARCO REGULATÓRIO DA INTERNET...


É excelente que as pessoas (nós cidadãos/ãs) e as empresas de comunicação sejamos todos responsabilizados, não proibidos de dizer, manifestar, criticar, opinar, sugerir ou publicar informações científicas. Mas se falamos, afirmamos, acusamos... que tenhamos a responsabilidade com o que fazemos. Porque a internet é utilizada de forma muito irresponsável, com acusações, mentiras, calúnias, etc.! Inclusive no que tange à corrupção, quanta merda se diz, se afirma... Há um verdadeiro julgamento, linchamento... de pessoas sem base, sem argumento, sem provas, ou se forjam situações! É nojenta a realidade com a qual nos deparamos cotidianamente na internet! Tem pessoas que estão confundindo “liberdade de expressão” e “Democracia” com “casa de mãe Joana”! Imaginam que podem continuar tripudiando em cima de tudo e de todos e que não haverá justiça para chamá-las à responsabilidade!

 Dentre tantas manifestações contra encontrei esta que afirmava: “Isto é censura e como toda censura é uma forma de controlar a maneira de pensar de uma população, devemos sim lutar contra toda forma de censura, quem deve dizer o que é ruim ou não somos nós” (Comentário do Facebook).

Esta afirmação é irresponsável! Outro dia fiz este comentário dizendo que tem que haver o limite baseado em princípios éticos e legais. Caso contrário as pessoas saem dizendo, afirmando, condenando a seu bel prazer e fica o dito pelo não dito. O governo ou a lei não vai censurar, vai responsabilizar! Eu poderei dizer, mostrar, afirmar tudo o que bem entender, mas eu devo provar o que estou afirmando, postando, tornando público quando o que estou fazendo envolve outrem. Tipo, "o ônus da prova cabe a quem acusa"!

Encontrei também esta outra afirmação: “Vale lembrar que o Marco Civil é um projeto que foi construído pela sociedade civil organizada, numa ampla consulta pública e tem como pilares fundamentais a LIBERDADE DE EXPRESSÃO, a PRIVACIDADE e a NEUTRALIDADE DA REDE. Por isso, o Marco Civil não é um projeto do PT, ou de qualquer partido político. Ele é um projeto dos que acreditam que uma INTERNET LIVRE é fundamental para a nossa DEMOCRACIA, e por isso é um projeto de TODOS os BRASILEIROS”. 



Para quem desejar conhecer melhor este Projeto de Lei segue 
um link onde pode encontrar o teor e os benefícios da lei. 
Entre (clique) AQUI.

quinta-feira, 20 de março de 2014

PROBLEMA DA ÁGUA NO BRASIL


         Estava a analisar a questão da falta de água em São Paulo e nas demais cidades do País e até no campo. Ao mesmo tempo analisei a questão do excesso de água em algumas regiões, especialmente nas cidades, independentes do seu porte. E acho que fui iluminado pelo Além e concebi algumas sugestões bem práticas que acabariam de vez com os problemas ambientais, culturais, políticos, econômicos e sociais.
        Então me surgiu a ideia de que deveríamos acabar com as pequenas propriedades familiares, as Unidades de Produção e Vida Familiar (UPVFs) camponesas, as comunidades rurais. Logo as cidades ficariam cheias de gente. Inchadas com muitas pessoas sem nenhuma qualificação profissional, a não ser servir como exército de reserva e mão de obra barata para serviços básicos braçais, quando estes houvessem!
        E, consequentemente, as novas populações urbanas, não dispondo de recursos financeiros para adquirir terrenos em locais adequados e para construir suas casas, fariam ocupações em quaisquer locais que aparentassem estar disponíveis. E surgiriam as construções nas encostas de morros, que depois iriam desmoronar, começando por pequenas erosões, encarregadas de assorear as mananciais de água, até acabar levando tudo, casas, bens, carros e até vidas para dentro de vales, fontes e rios!
        Também surgiriam construções às margens dos rios e até dentro, em forma de palafitas. E quando houvesse enchentes tanto as encostas desceriam morro a baixo, quanto os rios ficariam cheios, transbordariam para além dos seus leitos normais, qual um braço de mar, cobririam e carregariam tudo para as suas águas.
        Outra saída seria acabar com todas as áreas de proteção permanente, as matas ciliares, desmatar as reservas florestais e ocupar tudo com agricultura, de preferência com a monocultura, com tecnologias de ponta, a transgenia, o sistema químico veneneiro. Acabar e aterrar todas as fontes, lagos e pequenos rios que não fossem do interesse dos grandes proprietários rurais!
       
E para finalizar este rol de... ideias, quero relembrar que a obra ficaria completa se fossem incentivados o descarte de lixo, de esgoto doméstico e esgoto de indústrias diretamente para dentro dos mananciais, tanto no campo quanto no meio urbano.

Pronto! Estariam resolvidas todas as questões referentes a água de menos e água de mais! Bastaria esvaziar de gente o campo! E fazer esta gente ocupar as encostas dos morros, vales dos rios e até os próprios rios urbanos! E esperar! Como num passe de mágica não apenas os problemas ambientais, de enchentes, mortes, desabrigados, prejuízos, fome, dentre outros, seriam solucionados! E as cidades deixariam de ter marginalizados, desocupados, organizações criminosas, violência, assaltos e mortes! Seria o paraíso... Afinal, por que respeitar, ajudar, cuidar, proteger, recuperar a Natureza? Ela é perfeita em si mesma! Não depende dos seres humanos para existir!!!
Sergio Bucco

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A GUERRA SILENCIOSA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

"Os medicamentos que curam completamente, não dão lucro"

  Entrevista com Dr. Richard J. Roberts, Prêmio Nobel da Medicina 1993.


Tenho 63 anos e o pior do envelhecer é ter muitas verdades como sagradas, pois é quando é realmente necessário fazer perguntas.
Nasci em Derby e o meu pai era mecânico, ofereceu-me um kit de química e ainda gosto de brincar. Sou casado tenho quatro filhos e sou tetraplégico devido a um acidente. O que me estimula é a investigação e por isso ainda a faço, participo no Campus for Excellence.                                                                                                                                                                                                         

- A pesquisa pode ser planeada? 
Se eu fosse ministro da ciência procuraria pessoas entusiasmadas com projetos interessantes. Bastava financiar para que aparecessem em 10 anos resultados surpreendentes.

- Parece uma boa política.
Acredita-se geralmente que financiar a pesquisa é o bastante para se poder ir muito longe, mas se se quer ter lucros rápidos, tem de se apoiar a pesquisa aplicada.

- E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis são feitas baseadas em perguntas básicas.
Foi assim que foi criado, com bilhões de dólares, o gigante da biotecnologia dos EUA, a firma para quem eu trabalho.

Como foi criado esse gigante?
A biotecnolgia apareceu quando apaixonados pela matéria se começaram a questionar se poderiam clonar genes. Assim se começou a estudar e a purificá-los.

- Uma aventura por si só.
Sim, mas ninguém na altura esperava enriquecer com essa matéria, foi difícil arranjar financiamento para as pesquisas, até que o Presidente Nixon em 1971 resolveu lançar a guerra contra o cancro.

- Foi cientificamente produtivo?
Permitiu muitas pesquisas, uma delas foi a minha, com uma enorme quantidade de fundos públicos, com pessoas que não estavam diretamente ligadas ao cancro, mas foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

- Que foi que o Prof. descobriu?
Phillipe Allen Sharp e eu descobrimos o ADN em íntrons eucarióticas e mecanismo de "splicing" do gene, e fomos bem recompensados.

- Para que foi útil?
Essa descoberta levou a perceber como funciona o ADN, no entanto tem apenas uma ligação indireta com o cancro.

- Que modelo de pesquisa parece mais eficaz para você, o americano ou o europeu?
É óbvio que os EUA, onde o capital privado tem um papel ativo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espetacular da indústria de computadores, onde o dinheiro privado é que financia a pesquisa básica aplicada, mas para a indústria da saúde... eu tenho as minhas reservas.

- Eu escuto.
A pesquisa sobre a saúde humana não pode depender apenas de sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas, nem sempre é bom para as pessoas.

- O senhor poderia explicar?
A indústria farmacêutica quer servir o mercado de capitais...

- Como qualquer outra indústria...
Não é apenas qualquer outra indústria, nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas, os nossos filhos e milhões de seres humanos.

- Mas se eles são rentáveis, eles vão pesquisar melhor.
Se você só pensar em benefícios, você vai parar de se preocupar em servir as pessoas.

- Por exemplo?
Eu vi que em alguns casos, os cientistas que dependem de fundos privados descobriram um medicamento muito eficaz, que teria eliminado completamente uma doença...

- E porque parar de investigar?
Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessados ​​na cura mas na obtenção de dinheiro, assim a investigação, de repente, foi desviada para a descoberta de medicamentos que não curam completamente, tornam isso sim, a doença crônica. Medicamentos que fazem sentir uma melhoria, mas que desaparece quando o doente pare de tomar a droga.

- É uma acusação grave.
É comum que as empresas farmacêuticas estejam interessadas em pesquisas que não curam, mas que apenas tornam as doenças crônicas, com drogas mais rentáveis, do que medicamentos que curam completamente uma vez e para sempre. Você só precisa seguir a análise financeira da indústria farmacêutica e verificar o que eu digo.

- Estão a matar dividendos.
É por isso que dizemos que a saúde não pode ser um mercado e não pode ser entendida meramente como um meio de ganhar dinheiro. E eu acho que o modelo europeu de capital privado e público misto, é menos susceptível de encorajar tais abusos.

- Um exemplo de tais abusos?
Pararam investigações com antibióticos porque estavam a ser muito eficazes e os doentes ficaram completamente curados. Como novos antibióticos não foram desenvolvidos, os organismos infecciosos tornaram-se resistentes e a tuberculose hoje, que na minha infância tinha sido vencida, reaparece e matou no ano passado um milhão de pessoas.

- Está a falar sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: doenças do Terceiro Mundo. Dificilmente se fazem investigações, porque as drogas que iriam combater essas doenças são inúteis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Mundo, o Ocidental : o remédio que cura completamente não é rentável e, portanto, não é pesquisado.

- Há políticos envolvidos?
Não fique muito animado: no nosso sistema, os políticos são meros empregados das grandes empresas, que investem o que é necessário para que os "seus filhos" se possam eleger, e se eles não são eleitos, compram aqueles que foram eleitos.
O dinheiro e as grandes empresas só estão interessados ​​em multiplicar. Quase todos os políticos - e eu sei o que quero dizer, dependem descaradamente destas multinacionais farmacêuticas, que financiam as suas campanhas.
O resto são palavras...    

Fonte: AQUI.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Democracia sem conscientização é engodo, escravidão disfarçada. Lutemos por nossos direitos!


Por Heitor Reis.
Se o povo não governa, não há democracia de fato, por definição, como queremos demonstrar. Democracia de direito é uma mera figura de ficção científica, um ideal, pelo qual ainda teremos de lutar muito, para vê-la se tornar, um dia, quem sabe, talvez, realidade de fato.

Seria possível ao povo governar sem qualquer ação, além do voto? Sem qualquer outra participação? Existiriam, então, duas formas de "democracia", uma participativa e outra não? Isto é, ter "legítimos" representantes que não lhes prestam contas, iludindo-os com uma fantástica propaganda enganosa, a cada eleição, financiada pelos seus legítimos (sem aspas) representados: os mais ricos, que tem grana para tanto. Ou, ainda, o outro lado da moeda: que os representados não são capazes de lhes cobrar o resultado desta representação e nem têm consciência dos mecanismos do poder e da mercadologia política? ("Marketing", para os alienados idiomáticos) Ou seriam mantidos assim, para este fim?

Não há democracia de fato, se uma classe privilegiada economicamente financia seus legítimos representantes, o que é impossível aos mais pobres fazer. Nem todos são iguais perante a lei...

Não há democracia de fato, se os eleitos representam prioritariamente os interesses de seus financiadores de campanha, em detrimento do interesse dos eleitores.

Não há democracia de fato, se os eleitores não tem cidadania: conhecimento e ação compatível com o usufruto pleno de seus direitos e deveres, não lhes sendo possível a adequada manifestação e participação para exercê-los, governando, assim, a Nação, o Estado, os políticos e demais funcionários teoricamente públicos.

Não há democracia de fato, se afro-brasileiros e mulheres são minoria numérica e percentual nos mais elevados cargos públicos e privados, nos cursos universitários de melhor remuneração, mesmo sendo a grande maioria da população.

Não há democracia de fato, se mulheres e afro-descendentes não recebem o mesmo salários de homens brancos, quando têm a mesma qualificação e exercem a mesma função, com o mesmo desempenho.

Não há democracia de fato, quando o Estado escravagista não reconhece o crime que cometeu contra a humanidade, privilegiando uma elite dominante branca e católica, através da dor e morte de outro povo e de sua religião, jamais fazendo qualquer reparação compatível com tal atrocidade.

Não há democracia de fato, se a urna eletrônica não é auditável e não imprime o voto, conforme previsto originalmente, eliminando, por parte do TRE e partidos, qualquer verificação de possíveis erros intencionais ou premeditados.

Não há democracia de fato, se os direitos das minorias numéricas e percentuais como homossexuais, índios, ciganos e caboclos, etc., não são respeitados pela maioria.

Não há democracia de fato, se o salário-mínimo é 1/4 do valor que deveria ser, em termos constitucionais e calculado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

Não há democracia de fato, se nossos presidentes da República nada mais são que "motoristas da elite", como afirmam João Pedro Stédile e Dom Mauro Moreli:

"O Estado brasileiro não está preparado para ajudar pobre, o Estado brasileiro, como disse Dom Mauro Morelli, numa palestra lá na UFRS, é igual a uma van, só cabem doze, e a cada quatro anos eles nos dão o direito, nós que estamos no ponto de ônibus, de escolher o motorista, mas continuam só doze andando de van. O Estado brasileiro tem que deixar de ser van e virar um trem, virar um navio, onde todos possam ter acesso aos serviços públicos."

Não há democracia de fato, se há corrupção nos Três Poderes da República (ou melhor, Reparticular!), se as relações com o legislativo não são muito assépticas (FHC), se ali há uma maioria de picaretas e se o Poder Judiciário é uma caixa-preta como defende Lula.

Não há democracia de fato, se cadeia é somente para preto, pobre e prostituta, sendo o Judiciário, como os demais poderes, um mero balcão de negócios, a serviço dos eternos capitães hereditários deste país, raramente condenando um político corrupto, provando para a população que o crime compensa. Ou melhor, os grandes crimes compensam...

Não há democracia de fato, se os capitalistas, para atender sua voracidade pelo lucro, avançam sobre o meio-ambiente, levando-nos à possibilidade de destruição da biosfera e da humanidade, prejudicando ou inviabilizando a existência das próximas gerações.

Não há democracia de fato, se a Constituição Federal não é respeitada em vários aspectos, como a comunicação, planejamento familiar, etc., não dando ao pobre o mesmo direito de expressão e de reprodução que tem a classe média e os ricos.

Não há democracia de fato, se o oligopólio da mídia domina o setor e assume todos os postos de controle, impedindo a legitimação de umas 15.000 rádios de baixa potência que operam sem autorização, por incompetência do Estado em atender-lhes as solicitações para se tornarem oficialmente comunitárias, mas é altamente eficaz em proteger a comunicação comercial que deveria ser uma concessão pública com gestão privada e em perseguir aqueles que concretizaram a única comunicação verdadeiramente pública do país.

Não há democracia de fato, se o oligopólio da mídia domina o setor e impede que a TV comunitária saia do canal a cabo e possa transmitir em sinal aberto.

Não há democracia de fato, se a quase totalidade da população não confia nos políticos que, teoricamente, a deveriam representar.

Não há democracia de fato se maioria da população é mantida na ignorância idiomática e política para legitimar tudo isto, através do voto, hipnotizado diariamente pela mídia mercenária para acreditar que se trata de um governo do povo, para o povo e pelo povo, onde todos são iguais perante a lei, etc.

Não é por acaso que pesquisa da ONU na América Latina (e deve ser assim no resto do mundo também) concluiu que a grande maioria prefere a ditadura. Na realidade, o que o povão quer dizer, e a ONU, dominada pelos EUA não diz, é o seguinte: se isto que nós temos é democracia, prefiro uma ditadura que resolva nossos problemas!!! E, sem nenhuma sombra de dúvidas, uma ditadura jamais resolverá os maiores problemas de qualquer povo, já que defende, por definição, os interesses de uma minoria e, jamais, da maioria. Mais detalhes em "Ditadura
do Proletariado, a Única Democracia Possível".

Ficará livre da Matrix da mídia e da escola, todos a serviço do Estado e este, a serviço daqueles que o privatizaram para usurpar impostos, salários e manipular os preços do "livre" mercado, concentrado mais da metade da riqueza nacional nas mão de 1 % da população. Em síntese, explorar a classe trabalhadora, com a ajuda da classe média.

Como diz a sabedoria popular, em prosa e verso: O rico fica cada vez mais rico e o pobre, cada vez mais pobre. Ainda que tenha melhorado um pouco, no governo Lula, mas ainda muito longe da justiça social existente numa democracia de verdade.

Qualquer analfabeto, semi-analfabeto, alfabetizado, intelectual ou acadêmico que sinceramente se debruçar sobre este tema, deixando de lado a lavagem cerebral (sujagem cerebral) que sofreu desde a infância, chegará a esta conclusão:
Não há democracia política.
Não há democracia econômica.
Não há democracia social.
Não há democracia racial.
Não há democracia de gênero.
Não há democracia jurídica.
Não há democracia educacional.
Não há democracia midiática.
Não há democracia habitacional.
Não há democracia agrária.
Não há democracia ambiental.
Não há democracia em hipótese alguma!
Não há democracia de fato! Apenas de direito... Ou de direita? De mentira, de ficção, de ilusão, de sonho, de formalidade, de fachada, para inglês ver, englobação, etc.

Parabéns, ao PSOL, que, no programa partidário de hoje, 28/04/2008, na TV, ousou afirmar que vivemos sob uma ditadura dos banqueiros e por se recusar, publicamente, em outras ocasiões, receber doações desta categoria, tão nefasta, quando empreendedora. Por denunciarem o tamanho da dívida pública no pagamento, mas privada, na aplicação do capital.

Que o povo brasileiro, este gigante adormecido diante da TV, viciado em meramente assistir os BBB, Duas Caras, futebol e outros esportes, ouse tirar a bunda da poltrona, se organizar e ir para as ruas, atendendo ao chamado das Brigadas Populares e outras organizações similares. Afinal, o preço da democracia é a eterna vigilância de quem tem o dever de governar neste sistema: o povo! (Thomas Jefferson disse o mesmo sobre o preço da liberdade).

Espero que esta nova geração de lutadores tenha tomado todo o cuidado necessário para que não seja cooptada, como outros "revolucionários" já o foram, em passado recente, servindo hoje aos inimigos dos ingênuos trabalhadores deste país... Da luta de classes, caíram na conciliação, e foram engolidos por uma relação adúltera, profana e masoquista, com seus algozes!

(*) Heitor Reis é engenheiro civil, militante do movimento pela democratização da comunicação e membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida (www.cmqv.org). Nenhum direito autoral reservado: Esquerdos Autorais ("Copyleft"). Palestras gratuitas. Contatos: (31) 3486 6286 - heitorreis@...
Observação: tomei emprestado do CAFÉ HISTÓRIA, eliminei a ilustração inicial e revisei o texto.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

GREVE NACIONAL E ENTERRO DO SAS EM GUARAPUAVA PR


Além da Pauta Nacional, 
no Estado do Paraná, 
nós, Educadores/as, 
centraram nossa ação, 
em, dentre outros pontos, 
na questão do SAS...







Professores da rede pública de todo o País iniciaram nesta terça-feira uma greve nacional de três dias para cobrar o cumprimento da Lei do Piso, sancionada há quase cinco anos e que ainda não é cumprida por boa parte dos Estados e municípios. Levantamento feito pelo Terra com base em dados fornecidos pelas secretarias da educação e pelos sindicatos aponta que 10 Estados pagam abaixo de 1.567,00 para um docente com jornada de 40 horas semanais.

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A mobilização efetuada pela categoria em torno da APP tem dado frutos. Exemplo disto são os projetos de lei da educação que serão votados no mesmo dia na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Precisamos nos manter juntos para continuar avançando e para superar os vários desafios que temos à frente. Assim como o restante do país, também reivindicamos a ampliação de recursos para a educação, a implantação do Piso Nacional Salarial Profissional (com os 33% de hora-atividade em todos Estados e municípios), a aprovação, no Congresso Nacional, do novo Plano Nacional de Educação (PNE) e a instituição de políticas de profissionalização e valorização dos(as) funcionários(as) da Educação. São batalhas duras, que requerem nossa união, e coragem, para enfrentá-las.

Por isso, mais uma vez, os(as) educadores(as) do Paraná devem dizer 'PRESENTE' à aula de cidadania na data. Vamos juntos, defender a educação pública!"

                                                  FONTEAPP-SINDICATO & TERRA